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quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Tipos de Sedação em Odontologia



Olá pessoal!No nosso post de hoje vamos entender um pouco de quais são e como funcionam os tipos de Sedação na Odontologia.

Para entender um pouco, leia o conteúdo que preparamos no blog de hoje!

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 Tipos de sedação em odontologia

O tratamento odontológico em odontopediatria vai além das técnicas de procedimentos restauradores propriamente ditas. O comportamento da criança pode ser um grande desafio para dar ínicio aos atendimentos e em algumas situações as técnicas de manejo comportamental não farmacológicas podem não ser eficientes para crianças com ansiedade ou medo do dentista, fazendo com que o profissional busque técnicas de sedação para atendimento de pacientes não colaboradores. 


A falta de colaboração da criança, pode ser devido a ansiedade, medo, pouca idade da criança, vivência prévia traumática ou ainda alteração no desenvolvimento cognitivo. Portanto, ter a opção de tratar o paciente oferecendo a sedação odontológica pode ser um ponto chave para o sucesso dos seus atendimentos nesse perfil de pacientes! A sedação (independente do tipo escolhido) pode não ser um assunto tão familiar para a maioria dos dentistas brasileiros, porém, a técnica vem ganhando espaço a cada dia, principalmente pelo aumento do número de pacientes ansiosos que buscam atendimento odontológico. Então vamos conhecer os tipos de sedação em odontologia:


Quais os tipos de sedação em odontologia? 

Sedação inalatória com óxido nitroso e oxigênio

Sedação medicamentosa via oral ou nasal

Sedação venosa

Anestesia geral

Como selecionar o melhor tipo de sedação para o seu paciente ansioso em odontologia?

Antes de mais nada, é importante conceituar os termos para que não haja confusão. O termo sedação refere-se ao ato ou efeito de sedar (acalmar) pelo efeito de um medicamento administrado. Tanto o efeito como o modo de realização da sedação dependem diretamente de cada medicamento utilizado assim como a via de administração do mesmo.


Didaticamente podemos separar 4 tipos de sedação: sedação inalatória com oxido nitroso e oxigênio, sedação medicamentosa via oral ou nasal, sedação venosa e anestesia geral. Vamos então aos pontos de destaque de cada uma:


Sedação consciente com óxido nitroso

A Sedação consciente com óxido nitroso (mistura de óxido nitroso e oxigênio) é o famoso “gás do riso”. Dentre as vantagens de técnica, podemos destacar:


reduzir ou eliminar a ansiedade,

melhorar a comunicação e a colaboração do paciente,

aumentar a tolerância a procedimentos mais extensos.

Tipos de sedação em odontologia

Para que ocorra o efeito desejado, é necessário que a criança respire constantemente o gás pela máscara. Portanto, algumas das contra indicações são: crianças de baixa idade e/ com doenças de trato respiratório superior.


Algumas pessoas imaginam que a sedação consciente com óxido nitroso irá fazer a criança “dormir” durante os procedimentos e colaborar totalmente na realização de um determinado procedimento, mas nem sempre isso não acontece. As razões pelas quais a sedação com óxido nitroso não é bem sucedida podem ser diversas, entre elas podemos citar o fato da criança ser pequena demais e não ter maturidade psicológica suficiente para respirar apenas pelo nariz durante pelo menos 3 minutos.


Sedação medicamentosa via oral ou nasal

A administração de alguns medicamentos, como benzodiazepínicos, também é indicada em odontologia, principalmente para pacientes fóbicos, com algum comprometimento físico e/ou mental ou não colaboradores. Os benzodiazepínicos apresentam propriedades hipnóticas e sedativas, além de apresentar um tempo de absorção e eliminação relativamente rápidos pelo organismo.


Não é necessária uma habilitação específica para prescrição desse tipo de medicação em sua prática clínica. No entanto, é essencial que o profissional esteja capacitado para saber as propriedades do fármaco, calcular a dose e evitar possíveis complicações. Um monitoramento adequado também é essencial para que ocorra de maneira tranquila. 


Observação: geralmente as técnicas utilizadas em odontologia envolvem os níveis de sedação mínima e moderada a nível de consultório. As técnicas de sedação via parenteral e anestesia geral também podem agregar grande benefício aos procedimentos odontológicos. No entanto, ambas só podem ser realizadas por médicos anestesistas, sendo a anestesia geral exclusivamente praticada em centros cirúrgicos.


Anestesia geral

Procedimentos com anestesia geral obrigatoriamente devem ser realizados em centro cirúrgico em um hospital/clínica preparado para isso. A sedação é realizada por um anestesista acompanhado de uma enfermeira em um ambiente equipado com toda segurança para eventuais emergências.


Para começar a pensar nessa possibilidade, aqui algumas dicas:


Procure a equipe de médicos anestesistas da sua cidade para saber qual conduta a equipe tem frente a tratamentos odontológicos e quem eles poderiam indicar para isso;

Procure um hospital/clínica que atenda a necessidade odontológica, ou seja, tenha os equipamentos necessários (cadeira, compressor, sugador, motor para alta e baixa rotação, raio X);

Acompanhe algum colega que já faça este tipo de atendimento para já ter uma “ideia” de como funciona dentro de um centro cirúrgico.

Como selecionar o tipo de sedação para o seu paciente ansioso em odontologia?

A escolha da técnica de sedação mais adequada irá depender da idade do paciente, capacidade de colaboração e procedimentos necessários. Por exemplo, para crianças muito pequenas com necessidade de múltiplos tratamentos, a anestesia geral é uma indicação. Já para procedimentos mais pontuais, onde a criança tem um pouco de colaboração, a sedação medicamentosa ou óxido nitroso podem ser boas opções.


Para ter maior segurança com a sedação, busque cursos de qualidade, leia mais sobre o tema e prepare sua equipe. É interessante ter colegas também capacitados em sedação para atender junto com você! Assim, além da troca de experiência vocês terão mais segurança juntos.


Cada sedação é indicada para um tipo de paciente e que pode compilar algumas características para assim decidirmos a melhor sedação. As “dicas” das características são:


Idade do paciente;

Maturidade psicológica;

Tipo de procedimento (considere também o tempo que você leva para realiza-lo);

Opinião dos pais;

Comportamento do paciente;

Peso;

Estado de saúde geral;

Capacitação do profissional.

Além dessas características resumidamente expostas, existem diferentes níveis de sedação, dependendo do tipo e dosagem de fármaco utilizado. De forma mais didática e objetiva, fizemos um quadro comparativo que podemos observar as respostas do paciente diante de cada uma delas. Algo muito importante ao realizar sedações, é saber como agir caso aconteça alguma intercorrência. Por isso, em todos os cursos de sedação, é obrigatório ter aulas de emergências médicas e suporte básico de vida. 

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